quarta-feira, 2 de setembro de 2009

OLHO DA RUA




















Imagem do trabalho "atitude suspeita",
do grupo esqueleto coletivo.


Abre hoje na Galeria Olido a exposição Olho da Rua. A mostra reune coletivos e artistas individuais que trabalham com intervenção urbana. Aqui especificamente são trabalhos que de alguma maneira abordam o indíviduo em situação de rua.
Não percam. E também não deixem de visitar o site da exposição.
http://olhodarua2009.wordpress.com/

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Lygia Clark



















O Eu e o Tu, 1967

Como transpor seu gênero? Como entrar na pele de um outro? Sentir o que o outro sente? Como ele se sente?

"Em O Eu e o Tu (1967), um homem e uma mulher vestidos em trajes que encobrem os corpos e usando capacetes que não permitem a visão, abrindo zíperes, entregando-se a mútua exploração" - Milliet, Maria Alice.Lygia Clark: Obra Trajeto. São Paulo, Edusp, 1992.Pp.111.

A artista extrapola as fronteiras da arte rumo a plena experimentação da existência humana, ao auto-conhecimento mediado por uma proposta que quando aceita faz com que o participante se dispa de pudores e preconceitos. Segundo o crítico Paulo Herkenhoff em citação encontrada no site do Itaúcultural:
"Clark avança para ultrapassar a importância do objeto. O artista não é o que apresenta o objeto, mas o que propõe a experiência, como em Caminhando. A relação clara é entre o artista e o Outro. Em paralelo, Oiticica fala da 'supressão definitiva da obra de arte'. Na constituição do corpo coletivo, Lygia Clark explora trocas num tecido de alteridades. Hélio Oiticica declara-se um não moderno. Finalmente, a atuação da artista, o Outro e os objetos relacionais são engajados numa ação terapêutica, ultrapassado o limite entre arte e vida. Não existe, nesta prática, qualquer possibilidade de ação no plano do sistema de arte, seja o museu, o mercado, a crítica ou a história. Lygia assume os extremos de seu projeto: declara-se não-artista. Sua relação de alteridade, através de sua atuação cultural, paulatinamente, se desloca da fruição do espectador e de sua atuação (como na teoria do não-objeto) para a compreensão do Outro como ser necessário e finalmente sujeito concreto". - HERKENHOFF, Paulo. A aventura planar de Lygia Clark: de caracóis, escadas e caminhando. In: CLARK, Lygia. Lygia Clark. São Paulo: MAM, 1999. p. 7, 57.
( veja mais na página de críticas sobre a obra de Clark no site do Itaú Cultural)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ana Mendietta















Este post também é para os alunos da disciplina de Metodologia e prática da corporalidade e movimento.



A artista cubana, que cresceu nos estados unidos, usava as linguagens da performance, da fotografia, da imagem em movimento para investigar as questões de gênero.
Este vídeo no you tube é uma homenagem a artista, e mostra vários dos seus trabalhos. Esqueçam a música e reparem nas imagens fortes de uma mulher desnaturalizando o próprio corpo. Clique abaixo para assistir.

homenagem a Ana Mendietta

Enquanto procurava material na internet sobre Mendietta encontrei este blog bem legal. Dêem uma olhada:
http://gemagema.tv/blogs/leitemattinal

E para mais informações sobre a biografia dela é só acessar está página da 27ª Bienal de São Paulo.
http://entretenimento.uol.com.br/27bienal/artistas/ana_mendieta.jhtm

notícias da arte

Se vc é um desses que fica se queixando que não sabe do que acontece na cidade
aconselho vc a visitar os sites arte/ref e canal contemporaneo. Assim nada vai te escapar.
Clique nos links abaixo e confira
www.arteref.com
www.canalcontemporaneo.art.br

joseph beuys














Joseph Beuys, (*1921 - +1986)

Vida e arte se misturavam, ele pregava a escultura social. Digo pregava, porque todo o seu discurso possui um conteúdo que visa à conversão . Desafiava os limites estreitos ou tradicionais da arte para abraçar um espetro mais largo de ação de fundo filosófico e político, formulado na proposta de que "todos são artistas". Seu compromisso de vida incluia objetivos radicais como a democracia baseada em referendus, acesso gratuito a todas as instituições educacionais e a re-estruturação da economia baseada na necessidade ecologica.
O trabalho mostrado no vídeo, "I like America and America likes Me" de 1974, traz trechos da performace executada em 1974 na Galeria René Block em Nova Iorque entre os dias 21-25 de maio. Beuys chega no aeroporto, sem colocar os pés em solo americano, é colocado sob uma maca e levado diretamente para a galeria onde se mantêm em uma sala preparada como uma jaula. Seu companheiro de prisão é um Coyote selvagem. São cinco dias de interação entre dois estranhos que no final aprendem a conviver. Beuys é retirado da galeria também em uma maca, posto em um ambulância que o leva diretamente para o avião.
Lembrem-se eram os anos 70. Qual sentido pode ter uma ação dessas feita em 1974, por um artista americano em Nova Iorque?
Clique no link abaixo para assitir ao vídeo.

http://www.youtube.com/watch?v=P8lUC2Pjtoc